Rondônia - 26 de Outubro de 2026

CAMPO NOVO: VEREADOR QUER SABER COMO PREFEITURA GASTOU 139 MIL EM CAMINHÃO, 54 MIL EM 28 DIAS

RONDONIADINAMICA, 22/10/2026 11h16

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O presidente da Câmara Municipal de Campo Novo de Rondônia, vereador Thiago Onofre (Podemos), questionou despesas que, segundo informações apresentadas por ele na tribuna do Legislativo, somam mais de R$ 139 mil em duas manutenções e na posterior aquisição de um motor para um caminhão compactador de lixo. O parlamentar apontou que uma mesma oficina mecânica teria realizado serviços relacionados a problemas semelhantes no motor do veículo em um intervalo de apenas 28 dias. As informações foram apresentadas durante pronunciamento no qual também cobrou esclarecimentos sobre os valores, os reparos executados e as garantias dos serviços. As informações são do site Rondônia Dinâmica.
Segundo Thiago, os questionamentos surgiram após um requerimento apresentado para obter informações sobre os gastos com o caminhão nos 12 meses anteriores. O presidente relatou que decidiu solicitar os documentos depois de observar mecânicos trabalhando no motor do compactador nas proximidades da Secretaria Municipal de Agricultura. Ao procurar saber quais serviços haviam sido realizados, afirmou ter recebido informações que considerou insuficientes para esclarecer as despesas. As informações são do site Rondônia Dinâmica.
Conforme o parlamentar, uma oficina localizada no município teria emitido uma nota fiscal de R$ 24.970 em 18 de novembro de 2025. A descrição mencionada por ele indicava que o motor apresentava pressão no sistema de arrefecimento e que, após a retirada do cabeçote, teria sido identificado um cilindro furado, permitindo a passagem de água para o motor. As informações são do site Rondônia Dinâmica.
O presidente da Câmara afirmou que, em 16 de dezembro do mesmo ano, a mesma oficina teria registrado outra cobrança, desta vez de R$ 29.780. Segundo sua exposição, a descrição do segundo serviço apresentava novamente problemas de pressão no sistema de arrefecimento, retirada do cabeçote e identificação de um defeito no cilindro.
"Em 28 dias, a mesma manutenção no motor do caminhão, com um gasto total de R$ 54.750,00.", declarou o vereador.
Thiago também questionou a ausência de informações específicas sobre peças eventualmente substituídas. De acordo com ele, as descrições mencionadas nas notas fiscais não detalhavam suficientemente os componentes utilizados ou os procedimentos que justificariam os valores cobrados.
"Na nota fiscal não consta aqui peças, simplesmente colocou-se o defeito que estava no caminhão, cobraram R$ 54.750.", afirmou.
Outro ponto levantado pelo presidente da Câmara foi a possibilidade de os serviços estarem sujeitos a alguma garantia. O parlamentar questionou por que o veículo teria passado por intervenções semelhantes em tão pouco tempo e se a oficina responsável deveria responder por eventual reaparecimento do defeito.
"Mas a oficina não dá garantia quando faz o motor dos caminhões?", perguntou.
Durante o pronunciamento, Thiago acrescentou que, em 30 de abril, teria ocorrido a aquisição de um motor novo da Iveco pelo valor de R$ 85 mil. Conforme seu relato, o caminhão apresentava aproximadamente 50 mil quilômetros rodados, circunstância que também motivou questionamentos sobre a necessidade da substituição.
Considerando os valores apresentados pelo vereador, as duas manutenções e a posterior compra do motor totalizariam R$ 139.750. A cifra corresponde à soma das despesas mencionadas na tribuna, sem que o pronunciamento, isoladamente, permita confirmar a regularidade dos pagamentos, a extensão dos serviços realizados ou as condições técnicas que levaram à aquisição do novo equipamento.
Embora Thiago tenha apontado semelhanças entre as descrições das intervenções, os elementos apresentados em sua manifestação não permitem concluir que houve cobrança indevida, duplicidade de serviços, descumprimento de garantia ou qualquer outra irregularidade. Essas hipóteses dependeriam de verificação documental e técnica, inclusive quanto às condições do motor, aos serviços efetivamente executados e às obrigações assumidas pela oficina.
O presidente da Câmara também mencionou comentários existentes no município sobre um suposto envolvimento de terceiros nas circunstâncias relacionadas às manutenções. O próprio parlamentar, contudo, reconheceu que não possuía confirmação dessas informações. Nenhum elemento apresentado no pronunciamento permite atribuir responsabilidade ilícita a servidores públicos, à empresa mencionada ou a outras pessoas.
Ao defender sua atuação fiscalizadora, Thiago afirmou que os questionamentos não deveriam ser interpretados como perseguição política ou divergências pessoais. Segundo ele, a apresentação das informações tinha como objetivo permitir que a população conhecesse as situações identificadas por meio dos requerimentos encaminhados pelo Legislativo.
O vereador também anunciou a apresentação de outro requerimento, relacionado à Secretaria Municipal de Obras, com a intenção de analisar documentos e despesas daquele setor. Durante a manifestação, mencionou ainda o Ministério Público ao cobrar atenção para situações que, em sua avaliação, precisam de esclarecimentos.
"Vamos levar essa denúncia à frente.", declarou.
Apesar da manifestação, não foi informada a existência de procedimento formal de investigação, conclusão de auditoria ou decisão de autoridade competente que tenha reconhecido irregularidades nas despesas questionadas. A próxima medida anunciada por Thiago Onofre foi a ampliação da fiscalização documental para outras áreas da administração municipal. 

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