EDIRCEU LIMA, 19/07/2023 08h41
Tem coisas que acontecem no município de Ariquemes, que somente Deus com seus poderes pode explicar e tirar as dúvidas da população. Como todos são sabedores há cerca de 15 meses a Prefeitura Municipal de Ariquemes, por determinação da Prefeita Carla Redano iniciou o processo de mudança de toda a logística do Hospital da Criança para o Hospital Municipal, para que as obras de reforma pudessem ser feitas sem nenhum tipo de contratempo e os pacientes não sofrerem nenhum tipo de constrangimento, e assim foi feito, fato concretizado em abril de 2022.
A expectativa da população era total, pois segundo o que se propagava pela atual administração municipal era que em um espaço de tempo as crianças ariquemenses iriam ganhar uma nova unidade de saúde para petizada, ledo engano, tudo balela, até o presente momento naquele local nada foi feito.
Outros meios de comunicação do município aproveitaram a denuncia feita por esse noticioso eletrônico e propagaram a notícia e as dúvidas, “porque a reforma do Hospital da Criança nunca inicia”, sem saída a Secretaria Municipal de Saúde, mesmo sem ser de maneira oficial, disse que uma equipe técnica analisou a estrutura do hospital e evidenciou que o prédio não é mais adequado para atendimento hospitalar. Ainda de acordo com a pasta, o local não deve mais funcionar como hospital: existem outros planos para a atual estrutura.
O mais estranho de tudo isso é que esta comissão somente descobriu essa situação do prédio 15 meses após o anuncio dessa reforma, pior e muito mais estranho e que ninguém nunca soube destas ações, muito menos os laudos que apontam estas inconsistências foram mostrados, e já que elas existem com documentos, porque não é emitida uma “nota oficial” sobre este assunto, fato é que tudo continua como antes, na “conversa para boi dormir”. Segundo a secretaria, estudos estão em estágio final para os atendimentos pediátricos serem feitos em um novo hospital para crianças. Se é verdade ou não, só Deus sabe, ou se a população terá que esperar mais 15 meses para terem essa resposta, já que esta situação era provisória, com relação aos recursos que seriam usados na obra de reforma nada foi dito. E para não fugir a regra, impera a “lei do silêncio” no Executivo e a omissão no Poder Legislativo, enquanto esse enrosco não se resolve as crianças que precisam de atendimento com internação são acondicionadas no Hospital Municipal, onde também os demais pacientes são atendidos, sem previsão de solução. Vale lembrar que o HC funcionava naquele local há décadas.