TUDO RONDONIA, 08/01/2019 13h21
O governador Confúcio Moura escreve em seu blog, dando opiniões genéricas, sobre diversos temas e raramente fala diretamente. Com um bom texto, ele manda seus recados através de opiniões bem centradas, mas, é claro, que resumem sua opinião, que nem sempre coincidem com de outros líderes políticos. Geralmente manda recados por vias indiretas, embora já tenha usado o mesmo blog até para fazer cobranças públicas ao seu secretariado, quando comandava o Estado. Terá sido o que fez em relação ao novo governador do Estado, Marcos Rocha, que foi seu secretário da Sejus? Num artigo com o título “Governo e Consecução”, o ex governador e agora senador eleito dá uma volta, do império Romano a Juscelino Kubitscheck; de Jerônimo Santana aos dias de hoje, para dizer que é importante que os novos governantes não tratem seus antecessores como se nada tivesse sido feito, no passado. O disse, claro, com outras palavras. Mas é um recado, contornado por argumentos que parecem não serem direcionados ao novo governante rondoniense (mas o é!), escrevendo que quem assume o poder, “tem que ir lá atrás, buscar na memória do Estado estas iniciativas, para não perder tempo, querendo inventar a roda de novo, em tudo. É perda de tempo!”, aconselha. Em outro trecho do seu blog, o ex governador afirma que “cada Secretário de Estado ou Ministro, ao invés de ficar neste intento pequeno, de caça às bruxas, que vá ler, nos finais de semana, todas as boas iniciativas de governos anteriores, e, aproveitar o bruto da ideia original e jogar para o contemporâneo, e, com certeza, ganhará bastante tempo”. Deu pra entender, não é mesmo? Nem precisa desenhar.
Confúcio entrou na máquina do tempo, para dar solidez ao seu argumento com cor rondoniense. Escreveu, em determinado trecho: “em Rondônia ninguém pensou tão grandioso e bonito como o nosso primeiro Governador eleito, Jerônimo Santana. Ele deixou quase tudo que se deseja fazer hoje. Ressuscite Lázaro, e já estará de bom tamanho! E tem mais, não se faz um bom técnico em meses. Um valoroso técnico em gestão pública demora, anos a fio, para ser formado. Seja ele concursado ou comissionado. Do zero é que ninguém inicia”. Para quem não sabe, consecução, que Confúcio cita no título da sua opinião, quer dizer: alcance, conquista, aquisição, obtenção, conseguimento, êxito. Ou seja, para ser um governo de avanços e conquistas, há que se olhar para o que fizeram os antecessores, explica didaticamente. Será que o governador Marcos Rocha vai levar essas opiniões em consideração? Porque as dicas, conselhos e sugestões de Confúcio, mesmo cheias de retórica e desvios, foram direcionadas exatamente a ele, o novo governante de Rondônia! Não ficou muito claro? Ficou, a ponto de se comentar que ele poderia até ter ligado e falado diretamente. Preferiu escrever.