Rondônia - 28 de Janeiro de 2022

SECRETÁRIA SE PRONUNCIA SOBRE "CASA DE PARTO", CRIANÇA DADA COMO MORTA PASSOU 04 HORAS NA FUNERÁRIA

EDIRCEU LIMA, 29/12/2021 21h29

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Foto: EDIRCEU LIMA

Ainda continua sem nenhuma explicação o fato que ocorreu na “Casa de Parto” do município de Ariquemes, onde uma criança recém – nascida foi dada como morta e encaminhada para uma funerária da cidade e após algumas horas foi constatado por um funcionário da empresa funerária “Pax Universo” que o mesmo estava vivo.
Nesta quarta-feira, 29, a Secretária de Saúde do município de Ariquemes, Enfermeira Milena concedeu entrevista a alguns meios de comunicação com o objetivo de dar detalhes do ocorrido, no transcorrer da entrevista ela atribui o ocorrido a um “milagre” e que não sabia dizer o que de fato aconteceu, disse que conversou com a médica por telefone já que a mesma faz plantão em Ariquemes, porém mora em Porto Velho, que a médica é experiente e tem mais de 20 anos que atua na função, disse também que acredita na capacidade dela e que a mesma jamais iria dar um diagnostico deste se não fosse verdadeiro, que a médica em questão fez todos os procedimentos necessários para constatar o óbito da criança, que o mesmo já não respirava, não tinha batimentos cardíacos e já estava “roxo”, portanto sem vida, disse Milena, contudo determinou a abertura de procedimento para apurar o ocorrido, apesar de afirmar que acredita no que disse a médica.

OCORRIDO

Durante a entrevista a Secretária de Saúde de Ariquemes, Enfermeira Milena, que disse ter sido um milagre a criança está viva, que é tido como “verdade”, já que ela ficou durante quatro horas enrolada em panos em cima de uma mesa, exposta a todos os tipos de situações, entretanto existem algumas situações que precisam ser explicadas, sair da emoção e vir para razão. Segundo informou a família à mãe da criança esteve na UPA por volta das 23h onde foi atendida, segundo Milena no exame foi constatada a gravidez, foi solicitado exames e que, segundo a secretária, a família não fez, vale salientar que isso não seria possível pelo avançar da hora, daí se faz necessário perguntar se foi dito que a referida paciente estava bem, porque seu estado evoluiu para um parto prematuro, não seria mais prudente mante – lá em observação na unidade de saúde e com isso evitar o ocorrido, lembrando que ela estava com cólica progredindo para uma hemorragia, isso não foi explicado. A mãe da criança passou mal novamente por volta das 02h da manhã, segundo informações da mãe da paciente a avó da criança, dai já aconteceu o parto prematuro não dando tempo de chegar ao hospital, à criança nasceu na varanda da residência, foi envolvida em toalhas e levada para a “Casa de Parto” com cordão umbilical e placenta, foi recebida pelos profissionais que passaram a tomar a providências necessárias, a avó disse que informou a eles que seu neto que é um “menino”, agora confirmado com quase 07 meses, havia chorado as nascer, passado algum tempo ela foi informada que ele havia nascido “morto”, essa informação foi dada pela médica que assinou a “Declaração de Óbito de Nº 31404536 – 8” hora do óbito, segundo a guia 00h59min, natimorto, com data de 28 de dezembro de 2021. Um detalhe ai chama muita à atenção, segundo a avó da criança o parto aconteceu na sua residência por volta das 02h da manhã, a guia óbito está dizendo que a hora do óbito foi 00h59, portanto não está batendo as informações, isso não foi explicado.

FUNERÁRIA

O agente funerário disse que chegou a “Casa de Parto por volta das 03h da manhã, portanto a criança já estava no local há pelo menos 01 hora, segundo a médica já sem vida, ele somente fez a remoção do corpo da criança, já que ela havia sido dada como morta, às 04 horas da manhã, portanto duas horas depois e a afirmação continuava a mesma, “a criança havia morrido”, o agente funerário disse que deixou a criança envolto aos panos em que ela estava enrolada em cima de uma mesa na funerária e somente retornou as 08h à manhã, quando pegou o corpo da criança e colocou nos braços para tirar os panos percebeu que o mesmo havia se mexido, se assustou se aproximou e percebeu que coração da criança estava batendo, imediatamente solicitou a presença do seu patrão que levaram a criança para o pronto socorro do Hospital Municipal, esse intervalo durou cerca de 20 minutos, ele também disse que em momento nenhum observou que a criança estava “roxa”. Foram recebidos pelos profissionais de plantão e a partir daí fizeram os procedimentos até levarem a criança para a UTI de um Hospital Particular, tudo isso precisa ser devidamente explicado de uma maneira convincente, principalmente como se chegou ao diagnostico de que esta criança que havia chorado ao nascer, segundo a avó, havia nascido morto, como o parto aconteceu às 02 horas da manhã e na guia de óbito estava 00h59, como a criança estava roxa na “Casa de Parto” e na funerária não estava como o coração dela passou cerca de 02 horas na “Casa departo” sem bater e após 06 horas voltou a bater na funerária, entre outras questões, tudo isso necessita de uma explicação plausível, ninguém esta sendo acusada de absolutamente nada, mas ocorreu um fato extremamente grave que precisa ser esclarecido com verdades, e por enquanto o fato preponderante é que a criança, apesar de estar em uma UTI, está viva e respondendo ao tratamento de forma positiva. Em tempo lembrar a Secretária de Saúde Milena que quando for acontecer uma “coletiva de imprensa” seria de extremo bom senso que todos os meios de comunicação fossem pelo menos avisado, isso naturalmente se for uma coletiva de imprensa.

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